Uma sala cheia, pessoas dispostas a ouvir e uma mensagem que precisa chegar cada vez mais longe: prevenir a violência contra a mulher é responsabilidade de toda a sociedade.
Foi com esse compromisso que a Associação Somos Todos Marianas participou das mobilizações da V Semana Estadual de Combate ao Feminicídio da Região Tocantina, reunindo sociedade civil, forças de segurança, instituições públicas e comunidades em diferentes municípios do Maranhão.
Os encontros realizados durante o Agosto Lilás transformaram espaços públicos, universidades e ambientes comunitários em lugares de informação, diálogo e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.


Em resumo
- A V Semana Estadual de Combate ao Feminicídio levou ações de conscientização e prevenção a municípios da Região Tocantina.
- A Associação Somos Todos Marianas participou da mobilização ao lado de representantes de instituições públicas, forças de segurança e comunidades locais.
- Os registros mostram atividades em municípios como Imperatriz, Açailândia, Campestre do Maranhão, Cidelândia, Estreito e João Lisboa, além de outros pontos da programação regional.
- As ações reforçaram a importância da informação, da prevenção e do conhecimento sobre a rede de proteção às mulheres.
- Combater o feminicídio exige atuação permanente e articulada, para além das datas de mobilização.


Uma mobilização que percorreu a Região Tocantina
A prevenção precisa chegar onde as pessoas estão.
Por isso, um dos aspectos mais importantes da Semana Estadual é levar a discussão para diferentes municípios, aproximando informação, instituições e população.
Os registros da mobilização mostram encontros com auditórios ocupados, rodas de conversa, palestras, mesas de diálogo e atividades reunindo representantes da sociedade civil e das forças de segurança.
Em cada espaço, uma mesma convicção: o enfrentamento à violência contra a mulher não pode ser responsabilidade apenas da mulher que sofre a violência.
Famílias, escolas, universidades, poder público, sistema de Justiça, forças de segurança e organizações da sociedade civil fazem parte dessa construção.

Informação também é uma forma de prevenção
Falar sobre violência contra a mulher não significa falar apenas quando uma agressão já aconteceu.
Prevenção também significa ensinar a reconhecer situações de violência, conhecer direitos, saber onde procurar ajuda e compreender que existem instituições que compõem uma rede de proteção.
Essa é uma das razões pelas quais encontros presenciais têm tanto valor: eles aproximam a informação da comunidade e permitem que dúvidas sejam discutidas diretamente com profissionais e representantes das instituições envolvidas.
Em Imperatriz, por exemplo, uma das atividades registradas trouxe o tema “Da denúncia à proteção: como funciona na prática?”, dentro da programação do Agosto Lilás.
A Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) também incluiu oficialmente em seu calendário de eventos de 2026 atividades com esse tema em Imperatriz, Açailândia e Estreito.

Somos Todos Marianas: transformar memória em prevenção
Para a Associação Somos Todos Marianas, estar nesses espaços significa reafirmar uma escolha que orienta nossa atuação: transformar uma história de dor em trabalho permanente de prevenção.
A violência contra a mulher não começa no feminicídio. Por isso, combatê-la exige educação, informação, reconhecimento dos sinais de violência, fortalecimento da rede de proteção e participação da sociedade.
Cada palestra realizada, cada conversa iniciada e cada pessoa que sai de um encontro sabendo um pouco mais sobre seus direitos amplia essa rede.
Prevenir é agir antes que a violência chegue ao seu desfecho mais extremo.

Uma rede que precisa permanecer unida
As fotografias da V Semana mostram algo que vai além dos eventos: mostram pessoas e instituições ocupando o mesmo espaço em torno de uma responsabilidade comum.
Representantes das forças de segurança, profissionais de diferentes áreas, integrantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil, estudantes e moradores participaram das atividades realizadas na região.
Essa articulação é especialmente importante porque nenhuma instituição consegue enfrentar sozinha um problema tão complexo.
A própria história da Semana na Região Tocantina nasceu dessa construção coletiva. Em 2022, quando começaram os preparativos para a primeira edição regional, a Polícia Civil do Maranhão já apontava como objetivos levar à população informações sobre mecanismos de proteção, canais de denúncia e políticas públicas voltadas às mulheres em situação de violência.
Quatro anos depois, a continuidade da mobilização mostra a importância de manter esse diálogo vivo.

Agosto termina. O compromisso não.
Campanhas como o Agosto Lilás ajudam a colocar o enfrentamento à violência contra a mulher no centro da conversa pública.
Mas prevenção não pode existir somente durante um mês do calendário.
Ela precisa continuar dentro das famílias, nas escolas, universidades, instituições, comunidades e políticas públicas.
Também precisa continuar nas conversas cotidianas: quando ensinamos respeito, quando não naturalizamos comportamentos violentos, quando acolhemos sem julgar e quando mostramos a alguém que existe uma rede à qual recorrer.

Uma sociedade que protege mulheres é construída muito antes da emergência.
Compartilhar também é participar
Você não precisa ocupar um cargo público ou trabalhar diretamente na rede de atendimento para fazer parte dessa transformação.
Informação responsável pode chegar a uma família, uma escola, um grupo de amigos ou a alguém que ainda não sabe onde buscar orientação.
Compartilhe esta mobilização. Mostrar que instituições e sociedade estão unidas contra a violência também ajuda a romper o silêncio e ampliar a prevenção.

Precisa de ajuda agora?
📞 Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, para orientação e encaminhamento.
🚨 Ligue 190: Polícia Militar, em situação de emergência.
👧 Disque 100: para denúncias de violações de direitos humanos, inclusive contra crianças e adolescentes.
💬 Somos Todos Marianas: WhatsApp (98) 98436-1498.

Você não precisa enfrentar uma situação de violência sozinha. Procure ajuda e orientação.






